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Opinião

Como aprendi a fazer e dirigir um estudo bíblico

Por Antonia Leonora van der Meer

Aprendi a fazer Estudos Bíblicos quando entrei na ABU, como universitária. Primeiro participando com outros, mas bem cedo foi necessário eu dirigir estudos entre estudantes. Era um enorme desafio. Mas trabalhava muitas horas em casa, procurando aprofundar a compreensão do texto, observando, interpretando (com base no contexto bíblico) e aplicando para nossa realidade. Assim comecei a descobrir muitas riquezas da Palavra, e também descobri que não precisava ser mestre para dirigir um estudo para outros. Juntos, em grupo, descobríamos maiores riquezas do texto. Sem dúvida a oração para compreender melhor o ensino da Bíblia para mim e para os outros ajudava muito. Mesmo sabendo de minhas limitações, podia confiar que Deus usaria esse estudo para nos fazer crescer.

Ao mesmo tempo em que ia crescendo no conhecimento da Palavra, crescia na fé, no descobrimento da profundidade do amor, da misericórdia, da graça e da longanimidade de Deus. O Supremo Deus tão ligado e interessado em suas criaturas pequenas, limitadas e imperfeitas como eu.

No começo, ainda tinha muitas dúvidas sobre a Bíblia e um dia comecei a fazer perguntas a uma pessoa mais madura na fé. Ela me disse: Leia a Bíblia toda três vezes e depois volte com suas perguntas. Fiz o que sugeriu e descobri que a própria Bíblia se explica, as dúvidas foram diminuindo e a alegria na riqueza da Palavra foi crescendo.

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Como depois de alguns anos me tornei assessora auxiliar, e depois assessora da ABU, tive maiores responsabilidades para ensinar, e continuei me dedicando bastante ao estudo da Bíblia para minha vida pessoal e para o trabalho de evangelização e discipulado com estudantes. O fato de fazer um estudo cuidadoso, observando o que realmente está escrito, fazendo perguntas ao texto sobre quem são as pessoas descritas, como elas se relacionavam entre si, o que isso mostra sobre elas, como isso afetava a elas e aos outros envolvidos no relato e quais eram os resultados, tornava cada encontro de Jesus muito rico. Descobríamos sobre suas atitudes por meio de suas palavras e ações, sua maneira de acolher pessoas pequenas, carentes e pecadoras, e também sua maneira de desafiar pessoas religiosas, arrogantes e ricas. E ajudava as pessoas nos grupos a se identificar com os personagens e descobrir que a Bíblia não é um livro chato para gente velha, mas é um livro muito interessante, e que Jesus é a pessoa mais sábia, coerente, única, humilde, generosa, paciente e interessante que já andou nessa terra.

O que também motivou minha dedicação ao estudo da Palavra foi o modelo de homens e mulheres de Deus, como John Stott, Russel Shedd, Elben César, Felicity Houghton e outros que, através de um estudo contínuo e disciplinado da Palavra, desenvolveram uma compreensão muito profunda da Bíblia e a capacidade de transmiti-la com clareza, profundidade e simplicidade.

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Uma descoberta interessante para mim, estudante do curso de Letras, foi que a prática do Estudo Bíblico Indutivo me ajudou muito na interpretação de textos literários.

Mais tarde fiz cursos na área teológica e missiológica e o conhecimento da Palavra foi se tornando mais abrangente e útil para o ministério. Também a busca de transmitir verdades bíblicas em contextos culturais diferentes, sendo fiel à Palavra e aplicando-a a esse contexto foi outro processo de aprendizado.

Vivi dez anos no contexto de guerra em Angola, entre pessoas cuja educação foi baseada na filosofia e valores marxistas, e em meio a muito sofrimento descobri que tinham uma fome profunda da palavra, e uma capacidade de compreender suas riquezas e receber consolo, ânimo e esperança de Deus.

Serei sempre aprendiz dessa Palavra que nunca se torna obsoleta ou desinteressante, mas continua a nos desafiar a viver de maneira mais semelhante ao nosso Mestre Jesus.

• Antonia Leonora van der Meer, professora de missiologia, trabalhou durante dez anos em Angola. É autora de Eu, Um Missionário?, Missionários Feridos e O Estudo Bíblico Indutivo.

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