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Opinião

Cinco pensamentos de Chesterton sobre o sentido das coisas

sociedadechestertonbrasil.orgGraças ao convite para falar sobre G. K. Chesterton que recebi de um seminário católico, tive que revisitar Chesterton ultimamente. E me inspirei para escrever mais uma vez sobre “Ortodoxia”, o grande clássico do autor.

Muitos pensamentos dele são “copiados” por C.S. Lewis, como, por exemplo, a ideia de que a fé cristã é como a luz do sol, para a qual não podemos olhar de frente, mas através da qual vemos todas as demais coisas.

Podemos resumir o pensamento de Chesterton nesse livro em cinco pontos:

1. A incapacidade de o mundo explicar-se a si e por si mesmo, mesmo cento e cinquenta anos depois de “A Origem das Espécies” de Darwin

Até hoje não se encontrou o “elo perdido”, que faria a ponte entre o homem primitivo e o moderno. Tal incapacidade está ligada à outra mais básica de alguém, como diria Tomás de Aquino, “esgotar a essência de uma mosca” sequer. Não nos são acessíveis nem o macrocosmo, nem o microcosmo, que são e nunca deixarão de ser um mistério para a humanidade.

2. O natural (e até o sobrenatural) é dotado de sentido – e por isso teria que ser dotado a tal por alguém

Se há magia, encanto nas coisas que vemos, quer seja na natureza, quer seja no homem, há de ter um mágico para conceber tudo isso. Essa atitude aberta para o mistério, que é considerada infantil, por estar ligada aos contos de fada, é a atitude que Chesterton pregava e praticava diante da totalidade do real. Isso é que faz com que aprender valha a pena e que torna a educação tão significativa.

3. Esse sentido é tão antigo e misterioso, quanto os dragões dos contos de fada

Vemos mais uma vez aqui a importância basilar que Chesterton atribuía aos contos de fada, aos quais dedica um capítulo inteiro de “Ortodoxia”. Porém vemos mais: o seu respeito pela tradição e por dar ouvidos aos mortos (não no sentido literal, mas no de dar atenção ao passado e às sabedorias milenares, que também estão contidas nos contos de fada). Por isso é que a vida é uma grande e interessante aventura.

4. A melhor forma de reverenciar essa entidade criadora e artística é devotando-lhe humildade (alegria) e discrição

A alegria é outro ponto basilar do pensamento e da vivência de Chesterton e que Lewis herdou com todas as letras. Ser cristão é ser alegre, ter senso de humor e rir com facilidade. Ser cristão, portanto, é ser simples, é seguir o exemplo do homem comum, que conta piadas e ri de sua própria desgraça. Não se trata de uma atitude pueril e ingênua, acrítica, mas aberta para as surpresas que a vida oferece, sem ficar o tempo todo tentando controlá-la. É saber relaxar e ter uma visão não estressada das coisas.

5. Todo o bem que se pode encontrar deve ser tratado e preservado como as ruínas de um palácio antigo

O bem é uma peça rara que precisa ser valorizada. Daí vem a ideia de restauração de valores perdidos pela humanidade ao longo do tempo e de ética.

Todas essas ideias soam estranhas ao homem contemporâneo, que é cético e não vê sentido na vida e nas coisas. Tudo são para ele constructos humanos. Não há a transcendência e não há base real para a fé.

E todos esses pensamentos estão relacionados à ortodoxia, que não é uma camisa de força, mas princípios basilares de fé que orientam a conduta de todo cristão. Negar a ortodoxia é negar a fé e a verdade. Entretanto, muitos teólogos da atualidade a negam, sem ao menos entender do que se trata.

Voltemos, então, com Chesterton, a considerar e professar o Credo dos Apóstolos.


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Um ano com C. S. Lewis 
É mestre e doutora em educação (USP) e doutora em estudos da tradução (UFSC). É autora de O Senhor dos Anéis: da fantasia à ética e tradutora de Um Ano com C.S. Lewis e Deus em Questão. Costuma se identificar como missionária no mundo acadêmico. É criadora e editora do site www.cslewis.com.br
  • Textos publicados: 67 [ver]

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