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Palavra do leitor

Uma carta de Deus!

‘’Se você recebesse uma carta de Deus, com certeza, não seria para estabelecer nenhum discurso arrebatador, mas sim mostrar que está e quer ficar, ao seu lado, e, assim, o encontrar no caminho dos imperfeitos. ’’

Queria te dizer, muitas coisas, e pode não parecer, naqueles momentos, por onde a solidão adquiria forma e se formava como a única testemunha. Por isso, não venho, aqui, porque sei de como o silêncio doía, nos recantos da sua alma; como também, o quanto as perdas não esperadas, os não (s) que abalaram e, em tais situações, você me perguntava:

- Cadê você?

Aliás, sem sombra de dúvida, ao abrir o diário de cada dia, dava mais vontade de retornar para o quarto e se hibernar, não é mesmo? Sabe, em meio a esse emaranhado de injustiças, de inocentes vitimados, de hostilidades, de violências, para todos os lados e cantos, de uma banalização do outro, ecoava, nos corredores do seu coração:

- Vale a pena sonhar?

É bem verdade, o diálogo e a tolerância pareceram uma bobagem e o que mais você viu foi o homem anulando o homem. Não paro por aqui, você perguntou sobre o porquê de tantos revanchismos, de tantas rivalidades, de tantas oposições, de tantos ódios nos lábios e outras atrocidades, tudo em nome do que chamam de fé, não é mesmo?

E nessa caminhada, palavras o ou a machucaram, pessoas viraram as costas, verdades desabaram e tudo parecia ilusão, falsidade, traição, abandono, desprezo e uma sensação de desperdício. Quantas vezes, mãos o ou a apequenaram, fizeram – no ou na sentirem – se rebaixados, olhares com a sórdida intenção de o ou a amesquinharem e vinha e veio aquela escolha de renunciar, de dizer chega, basta, não aguento mais.

E, novamente, perguntava:

- Cadê você?

De certo, você descobriu que Eu não o ou a esqueci, porque fui, vou e irei até você, através de gente imperfeita, não pronta, abertas as mudanças e que se refaz, se reinventa, se revigora, encontra tempo para se lembrar de você, se importar, com você, porque pessoas não são esquecidas, mas deixam de serem importantes.

Sim, insisto, não o ou a apaguei e muito menos farei isso, porque você errou, teve equívocos, dúvidas, incertezas e inquietudes.

Não e não!

Vou além, não quero muito ou quase nada. Não quero que me compenses, por nada. Não quero sacrifícios que os distanciam do outro. Não quero cerimoniais vazios, ritualismos sem sentido. Em poucas palavras, encontrar – me – á no outro e, ali, percebera as pontes de acesso a justiça, a paz, a compaixão, a misericórdia, a liberdade, a dignidade, ao respeito e, enfim, a essas loucuras de abraçar mais, de ouvir mais, de estender mais as mãos, de se lembrar mais, de não conceder os restos do tempo, de demonstrar de que o nosso complemento, ou seja, o outro e, por tal motivo, procurei e procurarei pessoas e não templos, gente e não instituições, seres humanos e não mitos, deuses, anjos, demônios.

Então, você pode querer fazer tantas perguntas e, provavelmente, não responderei todas, e, ainda assim, colocar – me – ei, ao seu lado, não somente hoje, mas amanhã, depois de amanhã, até a eternidade, porque Eu o e a amo, pelo que você (s) é (são) e não pelo que faz (em) ou vai ser ou será ou foi.
São Paulo - SP
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