Apoie com um cafezinho
Olá visitante!
Cadastre-se

Esqueci minha senha

  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.
Seja bem-vindo Visitante!
  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.

Palavra do leitor

Um Deus que não pode salvar

Na herética doutrina arminiana/semi-pelagiana/pelagiana, Deus prevê a história porque é onisciente, somente. Ele conhece tudo, mas age baseado segundo as decisões humanas. Deus governa a história, porém seus decretos dependem dos atos humanos. É como se Deus decretasse um início e um fim, e o "meio" fosse um caos quântico, ordenado a cada segundo dependendo dos atos (livres ou não) humanos. Não que Ele a tenha abandonado, por completo. Não é isso. Ele age, decreta e governa parcialmente, de acordo com os acontecimentos regidos pelas atitudes humanas.

Portanto, Deus seria poderoso, sim, mas não o Todo-Poderoso, segundo as Escrituras.

Nesse contexto, por exemplo, Deus criou Adão (fato) e, dentro de si, havia um decreto para a obediência contínua de Adão e um outro decreto (a cruz) para a sua rebeldia, ou seja, na fundação do mundo havia na mente de Deus um determinado plano A (para a obediência) e um outro determinado plano B (para a rebelião). A cruz, portanto, seria um plano alternativo, e o Cordeiro morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8) poderia ter sido, assim, imolado em vão – caso Adão e a posterior raça humana tivessem obedecido (o que Deus demonstra, biblicamente, ser isso um total absurdo).

Esse tipo de pensamento é uma heresia, duramente combatida pelos pais da Igreja, Agostinho, Calvino e os reformadores! Não é isso o que a Escritura afirma sobre a soberania de Deus! O Deus que governa a história é o Deus que a decreta, por sua livre e boa vontade. Ele é o Senhor da história, e não seu espectador! Se Deus prevê o futuro, foi porque Ele decretou o futuro! Nada acontece se não for da vontade do Onipotente. Ele é o Senhor do cosmos, legislador, sustentador e mantenedor, e não apenas seu ausente criador.

Portanto, coaduno minha convicção com a de Herman Bavinck, que diz:

"Ora, é claro que essa teoria diverge, em princípio, do ensino de Agostinho e de Tomás de Aquino. Certamente, em sua mente, o pré-conhecimento de Deus precede os eventos e nada pode acontecer se não for pela vontade de Deus. "Nada, portanto, acontece, a não ser pela vontade do Onipotente". Não o mundo, mas os decretos são o meio pelo qual Deus conhece todas as coisas. Portanto, os eventos contingentes e as ações livres podem ser conhecidos infalivelmente em seu contexto e ordem".

"Na teoria do conhecimento médio, é exatamente isso o que acontece com Deus. Deus é um mero espectador, enquanto os seres humanos decidem. Não é Deus que faz distinção entre as pessoas, mas as pessoas é que se distinguem. A graça é concedida de acordo com o mérito e a predestinação depende das boas obras. As ideias às quais a Escritura, em toda parte, opõe-se e que Agostinho rejeitou em sua polêmica contra Pelágio são transformadas na doutrina católica romana padrão pelo ensino dos jesuítas. Os proponentes do conhecimento médio, de fato, recorrem a muitos textos da Escritura, mas totalmente sem fundamento".

Soli Deo Gloria!
Os artigos e comentários publicados na seção Palavra do Leitor são de única e exclusiva responsabilidade
dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.

Ultimato quer falar com você.

A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.

PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.


Opinião do leitor

Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta

Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.