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Palavra do leitor

Uai!

Não se aborreçam os mineiros com o uso que vou fazer do tema "Uai" [mineirês]; também sou mineiro, nascido em Belo Horizonte, na rua Mato Grosso, travessa das avenidas Guajajaras e Augusto de Lima, bairro Barro Preto, poucos metros do antigo campo do Cruzeiro e da Praça Raul Soares. [à época as parteiras faziam os partos nas residências das mamães – não havia maternidades].

Perto dali, também, estavam o Grupo Escolar Professor Caetano Azeredo, no qual fiz o curso primário, o Colégio Estadual, onde eu faria o curso ginasial, caso não tivéssemos mudado para Juiz de Fora, em 1951; bem próximo, também, a minha primeira Escola Bíblica Dominical na 2ª Igreja Presbiteriana da capital mineira.

Tenho diversas recordações de tudo isso, como andar de velocípede na Praça Raul Soares, que é redonda, linda e agradável; depois vinha o sorvete, na volta para casa, quando passávamos pela Av. Augusto de Lima.

Na Igreja ganhei a minha primeira Bíblia, edição 1950, em um concurso bíblico, no qual tive o melhor desempenho.

Mas, vamos ao "UAI"!

- Eu soube, nesta semana, da história em que uma professora/historiadora perguntou ao Presidente Juscelino Kubitschek qual era a origem dessa expressão – "Uai" – e ele deu uma gostosa risada e disse: "não sei, mas a senhora, que é historiadora, vai descobrir e me contar."

Ela percorreu todas as cidades históricas de Minas Gerais, visitando as igrejas, nas quais manuseava o "livro das histórias da paróquia": Ouro Preto, Sabará, Mariana, São João d’El Rey, Diamantina, etc.

Nesta encontrou e copiou, no seu caderno [não havia xerox], a história, que, após isso, foi publicada em alguns periódicos, principalmente no "Jornal Correio Brasiliense".

À época da Inconfidência Mineira, os inconfidentes se reuniam, tarde da noite, secretamente, nos porões de suas casas; mas, para evitar que fossem pegos, combinaram uma "senha": cada inconfidente que chegava dava três toques na porta: "tá, tá, tá" – o dono da casa, também, dava os três toques e perguntava: "quem é?", ao que o visitante dizia "uai", sendo respondido com o mesmo "uai" e a abertura da porta; o ritual se repetia cada vez que chegava outro inconfidente para a reunião.

Qual, então, o significado do "uai"?

U de união - A de amor - I de independência.

Quando se encontravam na rua, no mercado, na praça, na igreja se cumprimentavam: "uai" e o outro respondia "uai" – e, assim, a população assimilou, e usa, até hoje, o cumprimento pessoal característico nosso, dos mineiros.

• UNIÃO – a Palavra de Deus nos ensina: "Oh quão bom e agradável é que os irmãos vivam em união" (Sl. 133 1). O Senhor Jesus, também, orou ao Pai [Oração Sacerdotal] pelos seus seguidores da época e pelos futuros: "Não rogo somente por estes [os daquela época], mas também por aqueles que vierem a crer em mim [nós e os futuros convertidos a Ele] por intermédio da sua Palavra; a fim de que TODOS SEJAM UM; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em Ti, sejam eles em nós; para que o mundo creia que Tu me enviaste" (Jo. 17 20-21).

• AMOR – aprendemos, também, com a Palavra de Deus: "Nisto conhecemos o amor de Deus, que Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a vida pelos irmãos" – (I Jo. 3 16).

• INDEPENDÊNCIA – Vou me lembrar sempre do primeiro versículo que aprendi; na 2ª Igreja Presbiteriana de BH havia um versículo gravado na parede, acima do púlpito [já contei isso em outro artigo]: "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo. 8 32). A independência, conforme aconteceu com o Brasil, dependeu da liberdade que o País passou a gozar em relação à Coroa [Portugal], liberdade essa proclamada pelo Príncipe Pedro I, às margens do Ipiranga, aqui em São Paulo.

A nossa independência cristã, em relação às coisas do mal [e do mau] depende da liberdade que encontramos quando recebemos o Senhor Jesus no coração – e, com isso, adquirimos o direito de passarmos a ser chamados de filhos de Deus (Jo. 1 12).

Assim, confirmo as Palavras do Senhor Jesus: "Conhecereis a verdade [Ele próprio] e a verdade vos libertará" (Jo. 8 32). Não podemos, todavia, fazer uso dessa liberdade para vivermos na libertinagem, conforme preceitua a Palavra de Deus:

"Caros irmãos, fostes chamados para a liberdade. Todavia, não useis da liberdade como desculpa para vos franquear à carne; antes, sede servos uns dos outros mediante o amor" (Gl. 5 13).

"Contudo, tendes cuidado para que o exercício da vossa liberdade não se torne um motivo de tropeço para os fracos" (I Co. 8 9).

"Uai sô", pense nisso!
São Paulo - SP
Textos publicados: 484 [ver]
Site: http://www.sefiel.com.br

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