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Palavra do leitor

Quando o divórcio é inevitável

Eu sei que este tema é muito polêmico, porém ele não pode ser deixado de lado. Tenho ouvido muitos questionamentos, principalmente de mulheres (que é o público, cujo estou envolvida atualmente), as quais dizem que as Igrejas, Congressos abordam acerca de restituição de casamentos; mas, por outro lado, há poucas ou nenhuma palavra para confortar corações de divorciados ou que estão prestes a se divorciar.

Como pastora, cristã consciente e convicta, estou inteiramente arraigada à palavra de Deus e jamais orientaria, de forma frívola, alguém ao ato da desunião; Pois a Bíblia é bem clara quando Deus diz que odeia o divórcio (Malaquias 2:16). Ele instituiu o homem e a mulher para que deixassem suas casas, tornando-se um (Gênesis 2:24), fossem felizes e prezassem sempre pelo perdão mútuo. E se Cristo dá ênfase quanto ao perdão é porque sabe que na convivência encontraremos diversas dificuldades; E que viver a dois não é tão fácil e simples como, por exemplo, comer feijão com arroz.

Mediante estas dificuldades encontradas, eu tenho observado, inclusive no meio cristão, e creio que vocês também, que há grande banalização do divórcio. Pessoas estão despreparadas (e desesperadas) para começar um relacionamento “sério”. Namoram sem pedir orientação de Deus e casam desta forma também. Entram e saem de relacionamentos de forma afobada, imatura, ainda mais agora pela facilidade legislativa, que acelera o processo do divórcio. Por vezes, se separam por pequenas bobeiras, picuinhas, ego inflado; quebrando alianças de forma irresponsável, em vez de tentar consertar com a ajuda de Cristo e escolher amar.

Neste ponto, eu penso que, no âmbito cristão, há falta de esclarecimento bíblico, falta, também, de conhecimento e direcionamento espiritual. Podemos até supor que a Igreja, como Corpo de Cristo, tem falhado com esses jovens, que iniciam suas vidas matrimoniais e poderíamos ter um olhar mais cuidadoso com eles. Todavia, mesmo após esta breve explicação acerca da banalização da separação, não é exatamente sobre este tipo de divórcio e divorciados que eu vim até aqui para nos levar à uma reflexão profunda.

Irmãos, sou bem clara em dizer que eu defendo que há divórcios, os quais precisam acontecer e acontecem! E nós não podemos fechar nossos olhos diante disso ou, simplesmente, ignorar. Não podemos deixar de lado o fato que há pessoas divorciadas em nosso meio ou que estão em dificuldades ferrenhas em seus relacionamentos. Estas estão ‘sobrevivendo’, mantendo uniões altamente perigosas e/ou degradantes por falta de conhecimento. Casamentos nunca vividos plenamente, antes, só assinados em papéis.

Mediante conversas, eu tenho ouvido histórias de homens e mulheres, os quais abandonaram seus lares, por outras pessoas ou até mesmo por vícios em drogas, em jogos, pornografia/prostituição; mulheres sendo ou que foram abusadas sexualmente ou tendo suas filhas/filhos abusados por padrastos ou pelo próprio pai; sendo traídas pelos seus maridos, os quais mentem que vão trabalhar ou viajar a trabalho, enquanto estão em um quarto de um motel com uma ‘qualquer’; outras sendo traídas com suas próprias ditas “amigas”; mulheres e filhos que são agredidos diariamente por maridos alcoolizados, doentes mentais e/ou endemoniados; maridos ou esposas com opções sexuais iguais de seu cônjuge e estão ali usando a pessoa só manter a ‘fachada’; também há casos que, aparentemente, está tudo bem, mas o marido abusa psicologicamente da esposa, dos filhos, criando redes de intrigas e confusão mental, além de gerar transtornos psicológicos graves; entre tantas outras coisas que leio/ouço, cujas são tão chocantes. São mundos desconhecidos, que, às vezes, penso: melhor a gente nem saber. Contudo, precisamos saber, ouvir pra orarmos, ajudar, direcionar, se assim tivermos condição e maturidade espiritual suficiente para tal. Então, após você ler e compreender o que expus, deixo uma pergunta: você também concorda comigo que há divórcios que precisam ou precisaram acontecer?

Compreendo, queridos, que o desequilíbrio matrimonial, familiar é, notavelmente, falta de Cristo. E, em absoluto, eu creio que Ele pode fazer milagres, prodígios e maravilhas. Deus é o mesmo de ontem, de hoje e sempre. Amém. Sem sobras de dúvidas.

Eu creio no poder da oração, do jejum, que Deus pode encurralar uma pessoa para obedecê-lo e seguir o caminho que é correto; que Ele dá várias e várias chances, porém, mesmo assim, ela continua tendo o direito a escolha, como observaremos no versículo a seguir: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo” (Apocalipse 3:20). E nem sempre o outro escolhe aquilo que é certo. Sim, vai sofrer pelas consequências das escolhas erradas, todavia não podemos pular na frente de alguém, nem forçar a barra, tentando convencê-la. Assim como a salvação, a escolha é individual e intransferível.

Se Deus nos permite a escolha, amados, mediante isso, deixo o meu recado de sempre para os estão prestes a divorciar ou até mesmo para os separados, divorciados: Siga os sinais de Deus. Se Ele quer restauração e há esperança, não negligencie seu casamento por qualquer coisa; isso é muito sério! Antes, observe se você já tentou de tudo para que este relacionamento desse certo ou se está desistindo por algo que ainda pode ser consertado, resgatado. Também se faz necessário observar se o outro não está mais interessado em caminhar com você ou se ele tenta sempre, mesmo que de uma forma sutil, mudar, pedir perdão. Você já parou pra pensar que, em certos casos, você é quem precisa mudar primeiro, para que o milagre aconteça na sua casa? Por isso, não tome decisões precipitadas. Examine-se a si mesmo, ore, jejue, leia a Palavra de Deus. Peça orientação e confirmação para Ele, para que vocês tomem as rotas corretas. Peça pra que o Espírito Santo coloque tudo em ordem, mesmo em uma aparente desordem. Segundo sua fé, certamente o Paizinho querido fará o melhor na sua vida!

E, Igreja, vamos olhar com mais carinho e amor para pessoas divorciadas. Elas têm grandes feridas emocionais. Não vamos tratá-las com descaso, em tom de superioridade, deboche, como se tivessem uma doença contagiosa! Apesar de muitos dizerem que nós somos um hospital, eu digo que somos um centro de reabilitação, onde pessoas chegam machucadas, nós a ajudamos a serem curadas. Depois, não voltam para o lugar que estavam, porém continuam conosco, para, juntos, crescermos espiritualmente. Então, vamos ser o que a verdadeira Igreja de Cristo deve ser, não só com os divorciados, mas com todos os irmãos, para que o amor de Deus resplandeça em e através de nós.
Itapeva - SP
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