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Palavra do leitor

Para as Marias de todos os dias! (uma homenagem ao dia internacional da mulher)

Para as Marias de todos os dias!

A canção interpretada por Milton Nascimento, com o título Maria, Maria, serve como uma, embora rasa e limitada, tentativa de tecer certos comentários sobre a mulher. Aliás, início como enredo da letra que diz:

Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece
Viver e amar
Como outra qualquer
Do planeta

Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri
Quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta

Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida

Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida

Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Hei! Hei! Hei! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!

Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho, sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida

Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Hei! Hei! Hei! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!’’

De certo, ser mulher já, por si só, envolve uma força, uma coragem, um destemor, uma persistência que não venham me perguntar sobre e o por qual motivo e independentemente das contingências, das tensões, das ambiguidades, das oposições e das incertezas, durante os trajetos da vida, permanecem, não arredam o pé. Ora, ser mulher representa esse encontro, esse fluir e confluir de cores, de lágrimas, de risos e sorrisos, de um costurar de intensidade e suavidade, de suor e beleza, de olhar e lágrimas, de fazer da dor um palco para a vida vir e ir.

Ah, eita, como falar das Marias, das mulheres e suas singularidades, particularidades, peculiaridades e potencialidades, sem incorrer em falar besteiras? Por isso, ser mulher, apenas isso, já acarreta uma fé toda especial, da mãe que eterniza os filhos, em seu colo, da mulher guerreira que desbrava e como rebento desmonta os não de a conceberem como apequenadas, rebaixadas, inferiores. Não e não, vejo a mulher, segundo a personificação de quem anda uma légua a mais e negar isso seria uma heresia. São as mulheres imersas na correria de cada dia, que parecem transpor as vinte e quatro horas, de enfrentar as turbulências do cotidiano e, ainda assim, encontrarem tempo para a filha, para o filho, para ver a lição de casa, para averiguar a própria casa, enfrentar clientes, desenhar projetos, ir ao mercado, lembrar – se do aniversário, ir ao cabelereiro, ir a academia, fazer as unhas, não levar desaforo pra casa, defender a prole (com as garras de uma leoa) e sem perder a docilidade da feminilidade.

O interessante do dia internacional da mulher, leva – nos a observar o quanto as mulheres alçam e tem alçado voos, tem sido o espelho das conquistas e, talvez, não por acaso, Jesus teve uma atenção toda especial, por cada uma delas, até porque foram as primeiras a encontra – lo, após sua ressurreição.

São as marcas de quem não desiste, bota uma energia na alma e transpassa os não das circunstâncias. Por mais que muitos não assim considerem, admiro mulheres do dia a dia que tem ido além e adiante, em busca não somente de seus direitos, mas sim para que as escadas do respeito e de tratar o ser humano, como fim em si mesmo, não seja subida, de não aceitar os abismos por onde muitos estão na exclusão, na marginalidade, na indigência, na desumanização. Vale dizer e não podemos esquecer-nos de um dos motivos, referente ao dia internacional da mulher, deve - se ao fato de mulheres, em uma fábrica nos estados – unidos, terem morrido queimadas, em função de reivindicarem dignidade, mostra e demonstra o quanto a escalada dessas Marias negras, brancas, mestiças, europeias, latinas, asiáticas, africanas, do aipo ao xuí, da mesquita e da sinagoga, do budismo ao hinduísmo, do protestantismo ao catolicismo, do ateísmo ao espiritismo, simples e doutas, catedráticas e donas de casa, altas e baixas, magras e gordas e por ai vai toda um manancial de referencias, aos quais tem sido os mosaicos de quem não arreda o pé da luta.
São Paulo - SP
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