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Palavra do leitor

O julgamento e a crucificação de Jesus

Aquela semana santa, na Palestina do século I, mudou a história da humanidade.
Era época de Páscoa. A ideia de matar Jesus ganhou corpo com a traição de Judas. Jesus foi preso no jardim do Getsêmani e levado para ser julgado pelo Sinédrio.

Os judeus estavam subjulgados a Roma. Quem mandava era o Império Romano. O Sinédrio teria autoridade para julgar e condenar uma pessoa à morte? As autoridades do Sinédrio tinha autonomia religiosa, jurídica, autoridade para julgar um crime e imputar a pena de morte. Mas a efetivação dessa ordem deveria ser dada pelo governador romano. Ou seja, a pena de morte somente seria executada com a concordância dos romanos. Caberia a Pilatos a sentença final de matá-Lo.

Herodes Antipas também participou do processo de julgamento de Cristo porque era governador da Galiléia. Mas nada decidindo sobre Cristo, devolveu-O à Pilatos que afirmou não ver crime em Cristo, querendo soltá-Lo. Mas os judeus apelaram para a lei mosaica. De acordo com as regras descritas no livro de Levítico, Jesus deveria morrer por apedrejamento porque "a si mesmo se fez Filho de Deus". Para os judeus, Cristo se dizer Filho de Deus significava uma blasfêmia. A punição era o apedrejamento.

Para a lei romana não era crime uma pessoa se dizer Filho de Deus . Isso era ofensivo para a cultura judaica. Então os judeus afirmaram ainda que Jesus deveria ser condenado por não ser amigo do imperador, uma vez que "todo aquele que se faz rei é contra César". Ser contra o imperador era m problema para os romanos.

Qual era o significado de ser morto em uma cruz? Humilhação pública. Mas essa pratica matar na cruz foi somente popularizada entre os romanos. Na verdade, é uma invenção dos persas.

Sobre a cruz do Messias foi fixada uma placa onde estava escrito "este é Jesus, rei dos judeus". O texto foi escrito em três línguas: grego, latim e hebraico para que todos que passassem pelo local da crucificação pudessem ler. Qual o significado de escrever em tantas línguas? Latim era falado pelos romanos. Grego era a língua helenística uma vez que a Grécia dominava culturalmente o Império. Hebraico era a língua judaica. É necessário relembrar que era o período da festa pascoal e, para Jerusalém, viajavam pessoas de todo o mundo. Durante as festas anuais os próprios judeus da Diáspora voltavam para Jerusalém para participar das celebrações. Então, todas as pessoas que estivessem na cidade santa naquela Páscoa poderia ler a placa na cruz de Cristo. O local da crucificação foi o Gólgota.

A crucificação de Jesus tem provas históricas. O historiador Tácitus citou em seus escritos o nome "cristão" referindo-se aos seguidores de Cristo, que eram perseguidos durante reinado do imperador Nero. Já Flávio Josefo citou o nome de Tiago, irmão de Jesus.
Outro autor da história da igreja primitiva, Earle Cairns, dá evidências históricas sobre a real existência de Cristo. Cita, por exemplo, que o historiador romano Tácito (55-117) ligou o nome e a origem dos cristãos a "Christus", que no "reinado de Tibério sofreu a morte por sentença do procurador Pôncio Pilatos. Outro nome citado por Cairns é Plínio, propretor da Bitínia e do Ponto, na Ásia Menor, que escreveu ao imperador Trajano, no ano 112, para solicitar que o orientasse a como tratar os cristãos. Plínio faz um rasgado elogio á integridade moral e ética dos cristãos em seus escritos. Disse que os cristãos se recusavam a adulterar e a roubar. Outra prova extrabíblica de um pagão sobre a real existência de Cristo e Seus seguidores foi Suetônio, que escreveu a obra "Vidas dos Doze Césares: Vida de Claudius". Fez uma menção afirmando que os judeus foram expulsos de Roma por causa de distúrbios a respeito de Cristo. Já Luciano, por volta do ano 170, cita em sua obra que Cristo foi crucificado na Palestina. Esses testemunhos são importantes porque foram feitos por romanos e judeus, muitos deles que desdenhavam e hostilizavam a fé cristã. Não foi um cristão comentando sobre a sua própria fé.

De qual crime Jesus foi acusado? Na verdade, Ele foi acusado de dois crimes. Mas foi condenado somente por um crime. Jesus foi acusado de um crime prescrito na lei judaica e outro na romana. De blasfêmia pelo lado judaico por Cristo dizer que era Filho de Deus. E ainda o crime de sedição para os romanos por Jesus se definir como Rei dos judeus. Sedição é sublevação contra qualquer autoridade constituída, revolta, motim, perturbação da ordem pública. Ser Rei dos judeus era inaceitável para os romanos, pois mostrava que Jesus estava aspirando o título e o prestígio que caberiam somente ao imperador. E qual as punições para ambos os crimes? Para blasfêmia, seria o apedrejamento, de acordo com a lei judaica. Mas Jesus não foi apedrejado de acordo com as regras judaicas. Na verdade, foi condenado pelas leis romanas e, por isso, crucificado. Depois do martírio e da morte, Jesus foi sepultado. Ao terceiro dia, ressuscitou.

Denise Santana é jornalista, professora e teóloga.
Brasília - DF
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