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Palavra do leitor

Mulheres bonitas

Uma das características dos patriarcas do povo judeu é, sem dúvida, a beleza das mulheres que foram suas esposas. Embora Sara tenha vivido em outro tempo e proveniente de outra família, o fato é que essa matriarca, casada com Abraão, deu à luz Isaque que se casou com Rebeca, que deu à luz Jacó, que se casou com Raquel, sobrinha de Rebeca. Todas eram mulheres muito bonitas. O livro dos Gênesis fornece detalhes quanto à beleza dessas mulheres. Confira:

Quando estava chegando ao Egito, disse a Sarai, sua mulher: "Bem sei que você é bonita. Quando os egípcios a virem, dirão: ‘Esta é a mulher dele’. E me matarão, mas deixarão você viva.

Diga que é minha irmã, para que me tratem bem por amor a você e minha vida seja poupada por sua causa".

Quando Abrão chegou ao Egito, viram os egípcios que Sarai era uma mulher muito bonita. (Gênesis 12:11-14)

E quanto à Rebeca:
Antes que ele terminasse de orar, surgiu Rebeca, filha de Betuel, filho de Milca, mulher de Naor, irmão de Abraão, trazendo no ombro o seu cântaro.

A jovem era muito bonita e virgem; nenhum homem tivera relações com ela. Rebeca desceu à fonte, encheu seu cântaro e voltou. [...] Quando os homens do lugar lhe perguntaram sobre a sua mulher, ele disse: "Ela é minha irmã". Teve medo de dizer que era sua mulher, pois pensou: "Os homens deste lugar podem matar-me por causa de Rebeca, por ser ela tão bonita". (Gênesis 24:15,16 e 26:7)

Raquel, mulher de Jacó, também se destacou por sua beleza:
Ora, Labão tinha duas filhas; o nome da mais velha era Lia, e o da mais nova, Raquel. Lia tinha olhos meigos, mas Raquel era bonita e atraente. (Gênesis 29:16,17)

Embora o conceito de beleza seja algo muito particular e pessoal, eu não duvido do bom gosto do autor em detalhar a característica dessas mulheres quanto a sua beleza feminina.

Também não creio ser uma beleza adquirida pelo poder do dinheiro, o que é algo bem diferente. Nada de implantes ou recursos semelhantes, roupas de marcas, joias, pinturas ou quaisquer outros recursos, mas uma dádiva da natureza. Quem conhece percebe além do que os olhos podem ver. Como um frescor de uma fragrância que entra em nosso ser e faz bem. Um convite a vida. Um louvor a Deus por sua criação. Uma estrela entre nós brilhando em seu fulgor.

Imagine o primeiro encontro do servo de Abraão com Rebeca. Depois de uma viagem exaustiva, sedento, com fome, precisando de uma pousada, comida e bom banho então...Lá vem Rebeca... um tesouro, selado, inviolado, lacrado carregando seu cântaro em seu doce balanço natural, gingando, um encanto, como o canto das ondas do mar. Sua boa vontade de saciar-lhe a sede e de seus animais revela seu caráter prestativo e coração bondoso com seu próximo. Entre presentes, amizades e pousada, não teve dúvida ser ela a escolhida por Deus,.

Quando Isaque à avistou deve ter pensado... será uma miragem? Mas, Rebeca chegando mais perto constatou-se: não é uma miragem, mas nítida imagem de alguém sem maquiagem. Com certeza obra prima da natureza, pura gentileza um presente de Deus.

E Raquel! Como um cristal que em si não sabe seu real valor. A alegria de sua juventude. Uma simpatia e uma vontade de ajudar, participar e trabalhar refletindo o próprio Deus. Valiosíssima.

Elas tinham em comum beleza feminina, como um presente natural que não se pode esconder. Algo que faz bem aos olhos, chama a atenção irradiando, reluzindo, perfeitas em cada detalhe.

Sara, Rebeca e Raquel, mulheres lindíssimas. Motivos pelas quais poderia haver disputas e mortes. Tê-las ou conquista-las, representava um troféu para qualquer homem. Honra, prestígio, fama e orgulho seriam as glórias para quem as tivessem como esposas.

Podemos então presumir que, se o povo judeu fosse descendente apenas dessas mulheres, seriam o povo mais bonitos da terra. Ah! Como os patriarcas erraram em entrar pelo caminho da poligamia!

Uma mulher bonita com certeza será sempre o centro dos olhares de muitos homens, pois o homem se atrai principalmente por aquilo que lhe é belo aos olhos. No entanto, o Rei Salomão, homem que mais teve mulheres segundo os registros bíblicos, faz comentários interessantes:

A beleza é enganosa, e a formosura é passageira; mas a mulher que teme o Senhor será elogiada. (Provérbios 31: 30)

Como joia de ouro no focinho de uma porca, assim é a mulher formosa que não tem discrição. (Provérbios 11:22)

Em ambas as passagens de Provérbios de Salomão, ele não valoriza a beleza física, embora tenha seu valor secundário. O primordial é como a mulher se relaciona com Deus e como ela se comporta diante da sociedade. O fundamental na fala do Rei Salomão é que: a beleza de uma pessoa não está no seu exterior, e sim nos valores que ela carrega em sua personalidade, valores esses que a tornam preciosa e que um homem inteligente sabe identificar.

O homem inteligente e de visão sabe que um dia a beleza física acabará, o prazer do sexo também, porém as virtudes que estão arraigadas em seu bom caráter e os princípios de sua personalidade provavelmente a acompanharão por toda vida, e quem fizer parte do seu dia a dia desfrutará de sua boa, agradável e confiável companhia. Creio ser esse o principal motivo de Jacó ter pago um preço tão alto por Raquel.

Então Jacó trabalhou sete anos por Raquel, mas lhe pareceram poucos dias, pelo tanto que a amava. (Gênesis 29:20)

De fato, ela era bonita. Mas, além de sua beleza, ela tinha qualidades que a valorizavam como pessoa e a tornavam uma joia rara, incomum e de muito valor.

Constatamos em nossos dias um inconformismo na maioria das pessoas. Elas não se aceitam como realmente são fisicamente e estão sempre mudando o visual como em uma busca frenética e constante pelo diferente, pela renovação, pela transformação, e tudo mais que seja "milagroso, prometido e vendido".

Nossa reflexão tem por objetivo despertar e conduzir o leitor por um caminho pelo qual somos tendenciosamente induzidos a nos desviar e, perdidos, somos conduzidos pelas influências de nossa sociedade mercantilista e criteriosa. Vivamos nossas vidas longe das influências. Sigamos nossas vidas livres e felizes com nós mesmos.

Não temos a oportunidade de escolher qual seria a nossa altura, a cor de nossos olhos, de nossa pele ou como seria o formato do nosso rosto e corpo. Também não nos foi perguntado em que país gostaríamos de nascer. Somos como Deus nos formou e o que herdamos geneticamente de nossos pais. Por isso, ninguém deve se sentir culpado ou menosprezado por não ter a aparência que a mídia ou os outros determinam como "padrão" de beleza física. Somos o que somos e como nascemos.

Isso não quer dizer que não temos responsabilidade com nosso corpo e nossa aparência. Podemos e devemos ser elegantes, cuidar bem de nossa saúde e de nossa aparência. Nosso equívoco está em desenvolver uma vaidade extrema e colocar a beleza física como prioridade, a ponto de fazer disso uma idolatria ou vivermos uma vida infeliz e frustrada por não ser como gostaríamos de ser.

Analisando também por outra visão, não é pecado ter boa aparência e também desejar o que é bom e bonito, mas não podemos nos esquecer que Deus não vê como o homem vê. Deus vê o coração. Isso não é demagogia, é bíblico.

Muitas pessoas têm feito escolhas erradas, usando como princípio apenas a aparência física, olhando apenas o formato da caixa e a beleza do papel de presente, esquecendo-se do conteúdo, o que de fato nos está sendo oferecido ou o que estamos almejando. A caixa logo descartaremos, e o papel do presente também, mas o conteúdo dentro da caixa é o que realmente fará parte de nosso dia a dia.

O Senhor, contudo, disse a Samuel: "Não considere a sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração". (1Samuel 16:7)

Não podemos esquecer que o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus.
Então disse Deus: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança".
(Gênesis 1:26)

Isso quer dizer que, quando olhamos para alguém, deveríamos refletir o próprio Deus. Embora nosso Deus seja Espírito, creio e vejo Deus bonito e elegante. O nosso Deus é lindo!

E, quanto à semelhança, deveríamos ter as mesmas características elegante, majestosa e digna de Deus em nosso comportamento.

O pecado manchou e deformou nossa aparência diante de Deus. O pecado nos faz cheirar mal diante Deus. O pecado alterou nosso comportamento, impedindo que as características de Deus, Pai Criador, sejam vistas em nós. As pessoas não são bonitas simplesmente por suas aparências físicas. Isso é pouco.

As pessoas se tornam atraentes por outras características, tais como: competência, honestidade, simpatia, interesse em ajudar o próximo, amor pela vida, desejo de melhorar a cada dia e crescer como pessoa, etc. Encontramos todos esses fatores na fonte, que é Deus, em quem somos ligados por Jesus Cristo, aquele que nos libera o Espírito Santo, e nos ilumina a mente para entender e praticar Sua Palavra revelada na Bíblia Sagrada.

Quanto à essa transformação o Apóstolo S. Paulo escreve aos Gálata 5:22, que um dos frutos do Espírito Santo sem nossas vidas é a alegria. Sendo assim ao desfrutar dessa alegria o Rei Salomão esclarece que: " A alegria do coração transparece no rosto, mas o coração angustiado oprime o espírito." Provérbios 15:13

Entendemos então que uma pessoa que tem a alegria do Senhor Jesus Cristo em sua vida tem o rosto bonito. Esse processo transforma diariamente todo nosso ser, tornando-nos cada dia mais bonitos. Em Cristo, todos os dias somos restaurados em nossa aparência e comportamento, demonstrando Deus em nossas vidas. Apropriando-nos de Jesus Cristo e de seus ensinamentos, nossa beleza física será secundária diante do esplendor e da glória divina, irradiando por onde passarmos.

Perceba que Raquel, apesar de vir de uma família de mulheres com características de exuberante beleza, não entra na História por conta de sua bela aparência. Nem sua beleza ou seu valor sequer foram percebidos por seu próprio pai, ou pelos pastores que conviviam diariamente com ela, homens sem visão, sem inteligência ou percepção. O próprio pai de Raquel, Sr. Labão, parecia não ter consciência do valor de sua filha. Observe sua fala:

"Melhor é que eu ta dê, em vez de dá-la a outro homem; fica pois comigo". (Gênesis 29:19)
Diante do que lemos, negocia-la com Jacó ou com outro homem seria a mesma coisa; porém, entrega-la a Jacó parecia apenas ser um "melhor negócio" aos olhos dele.

Infelizmente é assim que algumas pessoas tratam as outras, apenas como um "bom negócio". Pais, maridos, filhos ou outros familiares, patrões e chefes, vizinhos, colegas de trabalho ou até mesmo irmãos que professem a mesma fé podem não dar ou perceber o valor que uma pessoa realmente tem. Porém, se você é uma pessoa de valor, você não está esquecida. Haverá sempre alguém que reconhecerá o valor que você tem e se sentirá atraído.

A história de Raquel se caracteriza não por sua beleza de mulher, mas por ter sido amada, desejada e valorizada por Jacó, um homem abençoado, inteligente, justo, de visão e fiel a Deus, que pagou um alto preço pelo dote de sua amada Raquel. Ele a valorizou como pessoa, por suas qualidades, sentindo-se como se tivesse encontrado uma joia rara, e a amou por toda sua vida. Ela lhe gerou filhos e foi participante das promessas que Deus fizera a Abraão (pai de multidões e que nele seriam benditas todas as nações da terra).

A história de uma pessoa, seja homem ou mulher, não deve ser caracterizada simplesmente por sua beleza física – pois isso é pouco – mas pela honra e dignidade que Jesus Cristo dá a sua Igreja, que é a sua noiva, e nos une a seu próprio corpo pela Nova Aliança.

O que Deus faz por intermédio de Jesus Cristo é dar valor às pessoas tornando-as bonitas, amadas, felizes, mudando o rumo de suas vidas e de sua história. Uma oportunidade para nos tornarmos participantes da sua glória e majestade. Sejamos felizes e que a beleza de Cristo se veja em nós!


Rio de Janeiro, Janeiro de 2018.

João Rodrigues, Sociólogo
Contato: joaorodrigues.rodrigues7@gmail.com
Rio De Janeiro - RJ
Textos publicados: 1 [ver]
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