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Palavra do leitor

Deus sem fantasias (Parte I)

Deus sem fantasias



‘’Ouso me valer da frase de um rabino e considerar que a nossa adoração seja um caminho diário, por onde Deus possa cantar, em nosso ser, e, por consequência, se ecoe, em favor do próximo e do outro, porque se, simplesmente, permanecer em nós, assemelhar – se – á a um som morto, infrutífero, sem o encontro da melodia, do ritmo e da harmonia, sem sentido para a realidade que nos circunda, sem perspectivas de ir além de meras satisfações.’’


‘’Os dons naturais ou, posso também dizer, os talentos, as habilidades, as vocações devem ser desenvolvidas e, não por menos, os dons espirituais são e devem ser cultivados, ambos, em favor das relações humanas, tanto dentro da comunhão de pessoas dispostas a serem úteis e benéficas quanto como não.’’


Se alguém perguntasse sobre a veracidade do Deus narrado na bíblia, você o manteria intacto ou o questionaria? Nunca passou, por sua mente e considerações, com relação a determinados pontos da bíblia se, realmente, aconteceram ou não?

A saga de um povo que atravessa o mar vermelho, mantem – se, no deserto, com a provisão divina; a decência dos mandamentos que mandavam apedrejar, açoitar, aceitar pessoas como escravos e outras situações que, talvez, sempre mexeram, com você, mesmo no mais sutil dos silêncios?

Ora, como crer e acreditar, fielmente, nesse Deus, com relatos de se encontrar evasivo, distante, indiferente, conivente, diante das perdas, das aflições, das agonias, das desgraças, das injustiças, da impiedades, dos bons nem sempre reconhecidos, dos maus com o melhor dessa terra, de gente marcada por abusos e estupros e seus algozes, ainda assim, serão merecedores de perdão e de gozar a vida terna, conosco?

Se o Deus da bíblia pode mudar sentenças irreversíveis, porque permaneceu silencioso, nada fez e muito menos se manifestou, quando uma família perde seu filho (a), devido a um câncer, na infância? Muitos levantam a bandeira e tentam o defender, segundo a alegação de tudo ser parte de um projeto maior, mirabolante, de ser sua vontade e ponto final.

Então se assim for, não estamos diante de um Deus cruel, porque admitiu o holocausto, admite chacinas, genocídios, misérias, anomalias para mostrar sua supremacia ou, como nada fez ou faz ou atende uns e outros não, não nos trata, segundo um jogo de bem me quer e mal me quer?

Sem hesitar, o Salmos 115 e o texto de Gênesis nos leva a encarar e confrontar Deus sem fantasias, sem nossas fantasias de fazer dele um gueto, um esconderijo, uma desculpa, um quebra galho. Tristemente, isso tem levado muitos a desembarcarem nos portos do ateísmo, ao qual sintetizo, em três vertentes. A começar, a vertente do ateísmo cognitivo, aquele ao qual não concebe ser crível provar a existência de Deus, por meios dos meandros da ciência, de uma analise epistemológica e empírica, por isso, deve ser descartado como uma excrescência, advindo de posturas retrógradas, atrasadas e arcaicas.

Nessa linha de raciocínio, atento para o ateísmo volitivo, marcado por pessoas vitimadas por sérias e profundas decepções com a religião e, por tal modo, externam uma rejeição, até justificável, porque suas emoções, seus sentimentos, suas expectativas e, enfim, sua vida acabou por ser manipulada, usada ilicitamente por lideranças personalistas oportunistas. E, na terceira vertente, o ateísmo existencialista, ao qual surge com os retratos de um mundo virado de pernas pro ar, por onde o ser humano se tornou no inferno do outro, ou seja, como Jean Paul Sartre disse (‘’o inferno são os outros’’), por causa das hecatombes que assolam povos, nações, vidas.

Aliás, pontuo a vertente do ateísmo subversivo, de precursores do Marxismo, lamentavelmente, interpretado para atender interesses de certos idealismos e ideologias aversivas a fé, porque vem Deus como uma figura a ser derrubada, em decorrência de ser uma ferramenta para entorpecer, dilubriar, conformar e manter as massas no conformismo de uma vida melhor, lá no porvir, no além, no ultimo suspiro.
São Paulo - SP
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