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Palavra do leitor

Artigo publicado em resposta a O Evangelho e o falso moralismo

Desfazendo mal-entendidos

A mim me pareceu claramente que meu comentário ao texto em epígrafe, de autoria do insigne Derval Dasilio, fora mal-compreendido ou (mea culpa) não fora construído de modo inteligível, considerando o teor de sua réplica, atribuindo-me insígnia pouco lisonjeira.

Não detectei a razão de o ilustre articulista haver pensado ou suposto que eu estaria me arvorando em "juiz do mundo"(sic), pois que tal ilação encontra-se de corpo inteiro dissociada da realidade.

Com sua complacência eu gostaria de replicar nos subseqüentes termos, registrando que o faço através deste artigo-resposta em face de a Ultimato Online haver censurado a formulação de comentários sucessivos (divididos por quatro tópicos).

Em sentido diametralmente diverso do que inferido, jamais me propus o desvario de condenar (com aspas ou sem aspas) pessoa alguma nesse mundo escabroso, seja qual for sua origem ou padrão existencial ou comportamental. O que eu me permiti dizer foi precisamente o oposto daquilo que o autor da abordagem conjectura que eu tenha dito. Bem a propósito, não sou partidário de religiosidade fútil ou ensimesmada.

Se ao Estado cabem iniciativas que lhe são (na forma da lei) peculiares no sentido de tornar o convívio social mais ameno, ao mesmo tempo dele (Estado) se esperam providências que representem a tentativa e o objetivo claro de ressocialização de transgressores, emprestando-lhes (a esses) misericórdia sem que disso resulte a absolvição sem causa em detrimento de seus pares sociais e das vítimas de sua transgressão.

Dito de outra forma: aquele que mata, tortura, estupra, bebe o sangue da vítima etc. é transgressor. Mas é também, e não obstante, passível de fruir e usufruir tratamento humano por parte do Estado, ainda que evidentemente se lhe imputem (aos transgressores) suas diabruras, segundo os parâmetros da lei secular.

Por outro lado, mostra-se igualmente insusceptível de qualquer infinitésima dúvida que, no âmbito de Deus, do Senhor Jesus Cristo, do Cordeiro-que-tira-o-pecado-do-mundo, aqueles mesmos transgressores também poderão ser alvo das muitas misericórdias que representam a causa de não sermos consumidos, desde que de Deus não continuem zombando; isto é, perdoar ou conceder misericórdia não significa “condecoração”(sic) dos transgressores ou metamorfoseamento de suas barbáries em atos de filantropia!!

Tampouco (assim penso), poderiam esses transgressores ser agraciados com a brandura Estatal ou com a indulgência do Criador se permanecerem na prática delituosa/pecaminosa, matando para roubar, torturando, estuprando crianças ou mulheres adultas, matando por “diletantismo” (o Brasil é campeão mundial de homicídios por arma de fogo), traficando drogas e contribuindo para a destruição de famílias, esfaqueando pais e mães porque se recusam a fornecer dinheiro para compra de drogas, entre tantas outras variantes do pecado biblicamente explícitas.
Conselheiro Lafaiete - MG
Textos publicados: 40 [ver]
Site: http://pensamentodesvinculado.blogspot.com.br

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