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Palavra do leitor

A Parábola do Deus Coruja: Saudade versus nostalgia!

Que diante das mudanças, haja o legado da saudade, como um sentimento de boas lembranças. Que nossas lágrimas sirvam para abrandar as colisões das perdas. Que nossos gestos não sejam mãos pesadas para apedrejar, mas sim para levantar. Que nossos lábios tenham a coragem para promover recomeços e reconciliações. Que nossas observações estejam aptas a remover tantos pesos e tenham a condição de nos levar a ouvir mais e falar menos, bem menos mesmo.

Parto dessas afirmações feitas acima e enfoco a importância de compreender algo implacável e sem nenhuma atenuante, ou seja, somos seres inclinados a saudade e a nostalgia. É bem verdade, como aquele repertório de lembranças boas, gostosas, de pessoas que nos trouxeram vida e ensinamentos. Em direção oposta, estamos sujeitos a nostalgia, com aquele estado de aperto no coração, de uma leitura obscurecida e de nos levar a descreditar absolutamente de tudo, com a capacidade de nos manter no mais profundo conformismo.

Evidentemente, faço uma interpretação desprovida de erguer revelações e descobertas sobre o tema, porque há gente mais gabaritada para isso.

Mesmo assim, volto aos enredos do filho pródigo e de seu irmão, segundo o texto de Lucas 15. 11 – 32, para adentrar ao cenário de uma história com toda sua fartura de ensinamentos. Devo reconhecer, o filho pródigo, caso pudesse, não lhe concederia um vintém ou real sequer, agiu movido por sua visão banal e líquida da vida, sem sombra de dúvida, podemos até considerar certo oportunismo, com relação a retornar para o convívio do pai, mas será que não faríamos a mesma rota?

Sinceramente, o filho pródigo, lá estava, na maior pindaíba, apequenado, rebaixado, enfeado, esquecido, porque os miseráveis não são lembrados nas rodas dos considerados homens de bem. De repente, depara – se com um estalo sobre os bons momentos, a boa vida, a presença afetuosa e supridora, de ser reconhecido e lembrado, apesar de suas irreverências, de suas peraltices, de suas inquietudes, de seus respingos de rebeldia, não importa, continua a ser o filho e o pai prosseguia a ser pai, em decorrência de uma decisão por confiar e por insistir a confiar.

Enfim, dito e feito, o filho pródigo dá volta, faz a rota do retorno, talvez com uma sensação de temor, de ser achincalhado, de ser palco de um discurso moralista e punitivo, de ser cobrado, por toda a vida, para se encontrar com o pai e muito movido por aquelas lembranças de que há sempre um recomeçar e reconciliar a disposição.

De certo, a loucura do evangelho não remove o estado de desumanização, pelo qual o filho pródigo desceu, de forma alguma, mas aponta para uma Graça, teimosamente, com a resposta de que vou correr o risco e arriscar.

Afinal de contas, é meu filho, pertence a família humanidade, é imagem e semelhança de uma ato criador inspirador para inspirar, muito embora nem sempre isso ocorra, porque acaba por ser protagonista de monstruosidades, de mesquinharias, de uma individualismo doentio, de submeter o outro a um objeto de uso.

Sem duvidar, o pai acolhe, abraça, estende, inclina – se em favor do filho, em favor da humanidade, não vira as cotas para aquele momento de carências, de fragilidades, de vulnerabilidades, de exposições das falências e vergonhas. Noutro lado, o irmão se indigna, questiona o pai, apresenta suas justificativas e defesas jurídicas sobre uma espécie de teodiceia, ou seja, uma justiça retributiva.

Presumidamente, percebe – se uma sensação de questões nunca expostas, tratadas e enfrentadas, impressões equivocadas de um tratamento desigual, de uma intenção de se fazer justiça e não ir a direção da compaixão e da misericórdia. Ora, como pode, nunca me deste uma festa, estou te servindo há anos, cumpro com todos os protocolos e formalismos, todavia, agora, estende as mãos e abraça essa fanfarrão?

Não dá para negar, o evangelho do Carpinteiro de sonhos e esperança não se vale da lógica do errou, do falhou, do se equivocou, do fraquejou, do cansou, do fugiu deve ser descartado, jogado fora, tratado como um leproso (para fora do arraial, do convívio com as pessoas).

Opostamente, corre tresloucadamente atrás do filho, do ser humano, de cada um de nós e se for tachado de piegas, de ridículo, de babão, tudo bem, uma alma se resgatou para vida. Vou adiante, o Deus ser humano Jesus Cristo veio, acredito, mostrar essa saudade, essa lembrança de que não somos um estorvo ou um problema, mas a expressão esplendorosa de uma criação de bondade e beleza.
São Paulo - SP
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