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Palavra do leitor

A fé que mortifica

A fé sem obra é morta. E sem as evidências de que ela existe, não se pode dizer que viva é a fé de uma pessoa. Muitos, porque não dizer a maioria das pessoas, acreditam sinceramente que tem a fé como algo bom em sua vida. Como a fé poderia ser algo ruim ou trazer algum tipo de malefício para a vida? Não é a fé que remove montanhas? A fé que mortifica, para as pessoas que se dizem ter fé são as crenças de culturas estranhas ao convívio, ou de povos longínquos com rituais não comum. Porém a fé que mortifica não está longe e nem embrenhada em algum tipo de ocultismos. Então qual é a fé que se tornou tão mais mortífera para a vida cristã do que a fé que se vende diariamente no mundo pós-moderno a fora? Nenhuma. A fé dos outros, que se acha ser um equívoco, não atinge com tanta veemência os crentes como a fé mercantil tão valorizada.

Todo tipo de crença, fé ou tradição tem seus vícios e suas virtudes. Todas as religiões, cada uma com sua maneira peculiar, têm valores agregados que primam o bem para seus fiéis. Seja em vida ou pós morte. A pessoa que vive em um estado de civilidade e busca um pouco de ética para uma boa convivência social, jamais procuraria estar inserida em um contexto religioso que desvaloriza a vida. Até mesmo religiões que outrora praticavam ritos de sacrifícios humanos tiveram suas práticas extintas ou arrefecidas conforme foram influenciadas pelo cristianismo. Isso é virtude. É louvável. Mas o cristianismo tem também seus vícios. E um vício é muito mais danoso quando não se percebe ou se entra em estado de negação. Para muitos será inaceitável concordar que o maior vício do cristianismo hoje é a fé. Não a fé que remove montanhas, mas sim a fé que constrói muralhas.

O fomentador deste continuísmo é o sistema de ideias que entre outras coisas afirma: "o mais importante é ter fé". Parece não haver problemas na afirmativa, a não ser pelo fato de não se explicar fé em quê. A fé sem obras é morta, mas a fé na fé é mortífera. Isto se dá quando o elemento de crença se torna um atravessador entre o favor e o favorecido. Quando alguém crer que um objeto ungido se torna sagrado com poderes de runas místicas para um determinado encantamento, que um pedido direto a quem pode salvar. A Bíblia diz sobre Jesus: Mas, visto que vive para sempre, Jesus tem um sacerdócio permanente. Portanto ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles. (Hebreus 7:24,25. N.V.I).

A retórica mais comum é o apelo: tenham fé na minha fé! Para que ensinar o outro a exercitar a fé em Deus se ele pode atuar como atravessador das bênçãos. Mas os resultados desse sistema, onde a fé é o meio e fim em si mesmo como objeto de veneração, e não Deus que é o autor e consumador da fé, é uma Igreja rasa em relacionamento com Deus. Se alguém não quer ter o esforço de buscar a Deus para ter um relacionamento com Ele, basta ser membro de uma igreja que terceiriza a comunhão com o Pai e ir buscar a benção. Orar, ler a Palavra, Jejum, meditação dia e noite se tornaram vocábulos antigos de crentes não conectados com o mundo moderno. O prático e atual é ser parte de algo maior, onde se bate no peito e diz: eu sou Paulo ou de Pedro, se esquecendo que não há privilégio mais sublime para um regenerado, uma pessoa nascida de novo, um salvo no Senhor Jesus que ser parte do Corpo de Cristo. Mas tais palavras parecem ser os sonidos dos rescaldos de um incêndio que ardeu em alguém em algum lugar, em algum tempo.

A fé que vivifica é a fé genuína que transforma o homem de dentro para fora e o faz ter sede cada vez mais de estar face a face com seu Criador. A fé que aproxima o crente da cruz de Cristo e o confronta nos seus desejos mais íntimos, não para a culpa, mas para uma libertação de si mesmo. Vem acompanhada das obras, ou melhor, resulta em obras. As obras que, segundo Efésios 2:10, estão preparadas de antemão para que andássemos nelas. As obras que se faz porque se crer e se crer mais ainda quando se experimenta o resultado das obras. A fé que mortifica se ausenta do verdadeiro significado de comunhão com Deus. Se apoia na prática covarde da terceirização sem levar em conta os prejuízos causados ao Corpo de Cristo. Ela cega, enfraquece e mata, ou seja: rouba, mata e destrói (João 10:10). É por causa disto que há muitos fracos e doentes e muitos que dormem, porque não conseguem entender o Corpo do Senhor (1 Coríntios 11:29,30). São pessoas viciadas nos êxtases mentais e conformados com as estases do corpo.

Enquanto as pessoas estiverem dispostas a serem somente ouvintes e não praticantes, o mercado de ações terceirizadas estarão em alta. Mas se esse meu povo, que se chama pelo meu Nome, se humilhar, orar e buscar a minha face, e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e seus erros e curarei a sua terra (2 Crônicas 7:14 K.J.A.). Aí está a fé que vivifica, que faz a criatura se aproximar do criador sem atravessadores, pois já temos um mediador que diante do Pai intercede por nós noite e dia.
Nova Iguaçu - RJ
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Site: http://palavramanejada.blogspot.com.br
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