mar
10

1960 — Surpresas e mais surpresas em Viçosa

Não tenho absoluta certeza se foi em 1960. O fato é que nesse ano ou no outro fui convidado para comparecer à cerimônia de abertura da tradicional Semana do Fazendeiro, no Salão Nobre do prédio principal da UREMG. O presidente da cerimônia me apresentou como pastor e me convidou para fazer parte da mesa. Em seguida, solicitou que eu desvelasse a imagem de Cristo (na época, no início de cada cerimônia, desvelava-se, e no final, cobria-se de novo a imagem). Interpretei esse gesto, dirigido a um protestante (contrário ao uso de imagens), como um ato de delicadeza. Entendi que o melhor seria desvelar a dita imagem. Havia fazendeiros protestantes do Leste de Minas e outras regiões. Não sei o que eles pensaram… (Em ocasião bem posterior, o prefeito ou o presidente da câmara de vereadores de Viçosa me fez o mesmo convite e eu passei a responsabilidade para um padre, também presente à cerimônia.) Continue lendo »

mar
10

1960 — Viçosa inaugura o primeiro templo protestante

Os meses foram passando e ninguém nos alugava um imóvel para realizarmos os nossos cultos. De repente, soubemos que havia um terreno desocupado na avenida Bueno Brandão, de propriedade do mecânico de automóveis Luiz Pimentel. Mesmo não tendo de fato a menor possibilidade de construirmos um templo, pois éramos poucos e a maior parte da membresia era formada de estudantes, cujo dízimo, embora fiel, não representava muito dinheiro, resolvemos corajosamente adquirir o terreno por 120 mil cruzeiros. Só tínhamos 10 mil em caixa. Mas, com o empréstimo de outros 10 mil da Igreja Presbiteriana de Ubá, pagamos a entrada do imóvel (30 de maio). Continue lendo »

mar
10

1960 — Uma Viçosa amiga e compreensiva

Fiquei sabendo que o piloto-missionário Gordon Trew, residente em Montes Claros, norte de Minas, estava precisando voar para amaciar o motor recondicionado do avião da Missão Presbiteriana do Brasil Central. Como não teríamos nenhuma despesa com combustível, convidei-o para vir a Viçosa. No primeiro domingo de abril de 1960, realizamos uma reunião ao ar livre na praça Silviano Brandão. José Simeão, o delegado, tomou algumas medidas discretas para impedir algum tumulto, como o que tinha acontecido menos de um mês antes, no Pau de Paina. Mesmo assim, alguns meninos fizeram uma algazarra contra nós. Continue lendo »

mar
10

1960 — Uma Viçosa de fato tridentina

No primeiro trimestre de 1960, para dar início às reuniões da igreja presbiteriana, precisávamos alugar um imóvel apropriado e mais ou menos no centro da cidade. Logo apareceu um salão enorme na praça Silviano Brandão, onde hoje está o Lojão das Fábricas. O proprietário concordou em nos alugar e me deu duas vias para eu preencher e devolver a ele no dia seguinte, quando então eu receberia as chaves. Como eu era um recém-chegado a Viçosa, ele exigiu um avalista. Procurei imediatamente o sr. Jacy Ferreira, gerente do Banco de Crédito Real de Minas Gerais e membro da congregação presbiteriana. Ele assinou o documento e, no dia, hora e local aprazados, procurei o dono do imóvel para acertarmos tudo. Mas quem estava à minha espera era a esposa dele, simplesmente para dizer que o marido havia mudado de ideia. Continue lendo »

mar
10

1960 – Quando Viçosa tinha dez mil habitantes

Sou obrigado a comemorar, pois a data é muito importante para mim e minha esposa. Hoje, 12 de fevereiro, faz 50 anos que chegamos em Viçosa, depois de uma longa viagem de trem, com uma criança de um ano no meu colo e outra de menos de um mês no colo de Djanira. Descemos — eu com 30 anos e ela com 28 — de madrugada na estação ferroviária e fomos a pé para a casa que havíamos alugado na rua dos Passos, esquina com a travessa Simonini. Ali perto morava o padre Antonio Mendes, 16 anos mais velho do que eu, capelão da Universidade Rural do Estado de Minas Gerais (UREMG, hoje Universidade Federal de Viçosa). Não demorei muito a ir à casa dele e levar-lhe de presente um Novo Testamento bilíngue (português/inglês). A mãe dele, dona Bárbara Simonini Mendes, era muito amável conosco. Continue lendo »

mar
03
Publicado em (Últimas de cá) por Fernanda B. Lobato

Enviado por Ivny Monteiro

Escondidinho de mandioca, panquecas, salada, brigadeiro e cupim. Este foi o cardápio de uma agradável confraternização entre amigos de Ultimato, Paralelo 10, A Rocha Brasil, RENAS, Rede Mãos Dadas e Tearfund, no dia 18/02. Esta turma se encontra com certa frequência para discutir planos e projetos em comum, para articular iniciativas e promover integração entre suas linhas de trabalho. Então, por que não se reunir para conversar, comer juntos e festejar?

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fev
10
Publicado em (Últimas de cá) por Fernanda B. Lobato

Vitórias, descobertas e confiança no Rei Jesus. Essas foram algumas expressões escolhidas pela equipe para definir o que foram os 42 anos de vida da Ultimato.

No mural, fotos dos primórdios da revista, do tempo em que muitos dos carecas de hoje ainda tinham cabelos e carregavam peso, e muitas das mães ainda carregavam seus bebês no colo ou na barriga. 42 anos de muita história e devidamente comemorados: com sorvete, bolo de chocolate e refrigerante.

Mas nossas comemorações não se limitaram às degustações nem à nostalgia. 

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jan
25
Publicado em (Últimas de cá) por Fernanda B. Lobato

Enviado por Ivny Monteiro

Precisamos admitir, é preciso ter coragem para encarar uma faxina de verdade, seja interior ou exterior. Pois há alguns dias o rev. Elben diretor geral da Editora Ultimato e redator da revista, se encheu de coragem e permitiu que uma parte da equipe Ultimato desbravasse seu escritório e realizasse uma faxina histórica.

Em seu escritório havia cerca de 7.000 livros, 50 bíblias de várias versões, centenas de revistas e pilhas intermináveis de papéis que incluíam manuscritos de livros já publicados, lembranças pessoais e de viagens, cartas e bilhetes escritos há vários anos (como a enviada a Zilda Arns em 2001), e-mails impressos, dentre outras coisas. Todos os livros e bíblias foram preservados, mas muitos papéis precisaram ir para o lixo.

Foram sete dias de intenso trabalho. Lenira, secretária do rev. Elben, chefiou uma equipe de sete pessoas que se revezaram neste tempo. A maior dificuldade, sem dúvida, era ter certeza de que o que estávamos jogando fora era ou não importante. Ouvíamos a todo instante as palavras dele: “Estou consciente de que há tesouros indo embora nestes sacos, mas preciso assumir este risco”.

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