Lembro-me não da data, mas do acontecimento. Eu era um adolescente e estava aborrecido com tanta briga verbal que havia ao meu redor. Eu também participava delas, justificando-me, defendendo-me e desejando impor minha vontade e meu raciocínio. Cansado disso tudo, resolvi não brigar nem discutir com pessoa alguma nunca mais. A decisão deu certo, funcionou. Creio que foi a única mudança sem retorno na minha vida. Ela mudou o meu temperamento. Detesto brigar e acho que não brigo com ninguém. Continue lendo »
Por Ketelyn Sanchez Costa
"Amar, Verbo Intransitivo" é o título de livro de poesia de Mário de Andrade. Sempre que lembro desse título tento entender o que se passou na cabeça do poeta. Dentro das normas gramaticais, amar é um verbo transitivo, e não intransitivo. Então, por que "Amar, Verbo Intransitivo"? Pensemos… Verbo intransitivo é aquele que não “pede” objeto, pois a ação que ele exprime está completa. Por exemplo: “A menina dorme”. Compreendemos a ação e isso basta. Já o verbo transitivo pede um objeto (às vezes dois, quando são os objetos diretos e indiretos). Por exemplo: “Maria comprou”. Comprou o quê? “Maria comprou livros” (objeto direto: livros).
Em Bali é cultural ter namorado(a). Logo pensam que o(a) solteiro(a) está triste, quando ouvem que ele(a) não tem namorado(a). É como se a felicidade suprema do ser estivesse relacionada em ter alguém. Continue lendo »
Renan Ramalho
Em um tempo não tão remoto, ouvi o professor Wiclife Costa – com o qual compartilhava meu tempo tanto nas disciplinas universitária do curso de história quanto nas reuniões semanais da Aliança Bíblia Universitária – falar a respeito da importância de refletirmos sobre as coisas ordinárias da vida, pois estas nos acompanham quase que diariamente. Raramente investimos tanta energia nelas quanto em nossas reflexões mais complexas. Há uma tendência de levarmos cada vez mais o pensamento a uma categoria quase folclórica ou de entretenimento. Frequentemente, a impressão que se tem é que quanto mais ininteligível, relativista e pouco real seja uma formulação, mais genial ela é.
Não defendo um superficialismo de ideias, nem desprezo a necessidade de pensar sobre as complexidades da vida. O problema se dá quando há uma romantização de uma retórica irreal. Continue lendo »
De bossa nova à "Bossa do caminho", assim é a canção de Liz Valente, arquiteta de 25 anos, casada com Pedro Paulo, que já escreveu para Altos papos. Liz é uma amiga nossa, conhecida pela sua "Paisagem interna", adornada de arte e traços próprios, letras e poesias que trazem à tona seu desejo por profundidade nos relacionamentos, com Deus e com os outros, e aspiração pela restauração das artes.
Poderia dizer que sair do clichê é seu lema. Isto, associado à busca por aquilo que é verdadeiro e bíblico. São estes os traços da música a ser apresentada: Continue lendo »
Jesus Cristo é o nome do homem que dividiu a história, que desafiou o senso comum. Nunca se viu tanto marketing sobre esse nome, nunca foi tão legal ser amigo de Jesus e dizer que o ama. É fato, Jesus Cristo é um ícone, seja ele político, religioso ou libertário.
Mas o que há de real nesse Cristo? Será que com o passar dos anos eu não construí a imagem de um Cristo que me é conveniente? Será que de repente o que conheço é o ícone "pop star" e não a pessoa?
Note que Jesus Cristo expressa a imagem de um homem livre, de mente e espírito livres, e uma das coisas que mais se tenta fazer é controlá-lo. A imagem do Cristo por mim construída é boa, pois vai sustentar a capa espiritual que visto. Isso é sempre mais fácil. É mais fácil me relacionar com a ideia que eu faço a respeito de Jesus, do que de fato me relacionar com ele, e ele é a verdade, o que faz com que cada pressuposto construído sobre ele venha a ruir. Continue lendo »
Existem certas combinações que acredito ser exclusivas, como a junção da goiabada com o queijo, que formam o famoso doce Romeu e Julieta. Outras, entretanto, podem sofrer variações dos seus componentes e mesmo assim ser uma boa combinação. Acredito que combinar juventude com política, ou mídia, ou arte é um bom exemplo disso.
Recebemos essa semana a sugestão do Ricardo Dini, de Caxias do Sul, e resolvemos divulgar. Trata-se da combinação juventude+música, mistura que dá muito certo. Confira e divirta-se.
Lucas Rolim
Responsável pelo boletim Outros papos
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Todo jovem sabe que declarar-se evangélico na universidade é quase como carregar uma placa dizendo “chute-me”. Pode parecer exagero, mas é fácil perceber como as lutas desenvolvidas por vários grupos sociais no espaço da universidade sempre se voltam a debater o que eles consideram a “atrasada e repressiva moral cristã”, inimiga das liberdades de expressão, pensamento, sexualidade e política. Da mesma forma, praticamente todo cristão sabe que essa religião tão criticada entre os acadêmicos reflete pouco os verdadeiros ensinamentos da Bíblia. Continue lendo »