
Aconteceu, na segunda-feira, data do início da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhague, na Dinamarca, algo raro na mídia. Por iniciativa do jornal inglês
The Guardian, 56 jornais de várias partes do mundo publicaram o mesmo editorial.
O Le Monde, na França, o Clarín, na Argentina, e dois grandes jornais no Brasil (Zero Hora e Diário Catarinense) publicaram o editorial. O texto faz um apelo aos quase duzentos líderes reunidos na Conferência do Clima, em Copenhague, para que haja decisões concretas e necessárias em favor do meio ambiente.
E, por falar em ambiente, o que os cristão têm a dizer? Há uma ética ambiental “divina” nos Evangelhos? São estas algumas das questões abordadas em
Jesus e a Terra, leitura urgente nestes dias. Apenas para degustação, duas passagens da obra: “Para fazer a vontade de Deus na terra assim como é feita no céu é necessário desafiar as estruturas injustas, sejam elas políticas ou econômicas, e insistir no comércio justo e em métodos sustentáveis de produção de alimentos e combustíveis. A ligação do céu à terra requer isso.”
“O respeito pela terra e pela totalidade da criação é, ou deveria ser, a marca de qualidade da fé bíblica. Se um fio de cabelo não escapa à atenção de Deus e se um pardal não cai sem a presença do Pai bondoso, então ventos fortes e nuvens carregadas, que indicam alterações devastadoras do clima, não podem passar despercebidos a Deus ou a seu povo.”
Ultimato adere ao protesto e publica abaixo o editorial "
Uma escolha para a história".
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Marcos Bontempo, editor
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UMA ESCOLHA PARA A HISTÓRIA
Hoje, 56 jornais de 44 países dão o passo inédito de falar com uma só voz, por meio do mesmo editorial. Tomamos essa atitude porque a humanidade enfrenta uma séria emergência.
Se não nos unirmos para tomar uma ação decisiva, as mudanças climáticas devastarão nosso planeta, acabando também com nossa prosperidade e nossa segurança. Os perigos têm se tornado evidentes há uma geração. Agora, os fatos começaram a falar por si: 11 dos últimos 14 anos foram os mais quentes já registrados, o gelo do Ártico está derretendo e a alta nos preços do petróleo e dos alimentos no ano passado é um exemplo do caos que pode estar por vir. Nas publicações científicas, a questão não é mais se os seres humanos devem levar a culpa pelo que está acontecendo, mas quão curto é o tempo que temos para reduzir os danos. Até aqui, a resposta mundial tem sido fraca e sem entusiasmo.
Leia
aqui o editorial na íntegra.