quinta-feira, 02.setembro.2010
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Para Que Serve a Espiritualidade?
 
Seções — Altos papos
Desafios das juventudes
Rogério Quadra

Pensar em desafios comuns para a juventude do Brasil é algo praticamente impossível devido à variedade de tribos e perfis, que carregam consigo objetivos distintos, gerados por suas próprias culturas e tradições. Tenho buscado do Espírito alguns “insights” sobre os sonhos dele para a juventude. Talvez eu cite algo que tenha a ver com sua vida dentro do seu contexto.

Há pouco tempo um amigo me telefonou: “Cara, hoje eu acordei atrasado para o trabalho, nem tive tempo de comer. Tenho prova a noite na “facul” e vou direto, não vai dar tempo de passar em casa”. É possível ter tempo para Deus e para nutrir uma espiritualidade sadia neste contexto urbano? Se disser para alguns daqueles com quem ando para olharem os lírios do campo, com certeza me dirão: “Que horas eu paro pra ver?”.

Um dos desafios dos jovens é viver nas cidades fazendo com que seu coração ainda permaneça no jardim. Nutrir uma espiritualidade sadia não está relacionado ao peso de uma tradição que te obrigue a ler um capítulo da Bíblia todos os dias e sim ao pertencimento e à pré-disposição em manter um relacionamento com Deus. Quando existe tal consciência, isso pode ser suprido no ônibus a caminho do “trampo”, em casa em frente ao “micro” ou em qualquer outro lugar. Não significa ir ao culto aos domingos, mas resgatar o conceito bíblico de que o culto é em todo tempo e em todo lugar.

A tendência, ao nutrirmos uma espiritualidade sadia em meio a um mundo em que tudo é “fast”, é queremos que tudo na vida se desenrole assim. Afinal, a “food” é “fast” e já não é de hoje que o miojo fica pronto em três minutos, a internet é rápida e a banda é larga. Os relacionamentos se tornaram superficiais. Se alguém vê, já não espera. Já dizia um pastor amigo: “Nada sagrado pode ser ‘fast’”.

Outro “insight” é viver o evangelho encarnacional em meio a uma sociedade competitiva e individualista. Dizer não a nós mesmos para nos tornarmos como Jesus, sendo capazes de aceitar as diferenças do outro e de nos submetermos ao próximo em amor. Abrir mão de si em favor do outro é um desafio que contraria os valores da sociedade pós-moderna.

O maior desafio é entregar completamente a vida em favor do reino de Deus e da missão. Re-significar o antigo conceito de carregar a cruz e lembrar que isso não está relacionado ao fardo de um namorado ou de uma família que chamamos de cruz. É saber que “a missão não faz parte da nossa vida; a missão é a nossa vida”, o que se desdobra em uma entrega total do que temos e do que somos. Eu não tenho uma missão -- a missão é que me tem.

Salvação não é simplesmente um lugar para onde vamos quando morrermos. Ela é a total reorientação da vida de um indivíduo e de uma comunidade. Jesus diz: “Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.10). Salvação é conhecer a Deus e a partir disso re-significar nossa vida. A salvação em Cristo nos lança ao Pai e nos torna gente como o Filho, capazes de amar e de nos doar ao outro. Ela é capaz de nos salvar de nós mesmos, de nossa ignorância e de nosso egoísmo. Nosso maior desafio ainda é abrirmos mão de nós mesmos por amor a Jesus e a seu evangelho, e a partir disso vivermos uma vida com um significado maior do que o simples acúmulo de bens. Isso é vida eterna hoje.


Rogério Quadra, 27 anos, trabalha com juventude estudantil pela Mocidade Para Cristo e com menores infratores na Fundação Casa (antiga FEBEM).

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Aguarde!
A próxima edição de “Altos papos” terá como tema relacionamentos e sexualidade. Já nesta edição semeamos a ideia com um texto de título curioso, As azeitonas, por Tábata Mori.

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Opinião do leitordeixe seu comentário
 
Maria Suely S Corrêa De Araújo | Itaperuçu - PR #1
Em minha jornada redescobri que é indispensável para quem deseja continuar na caminhada da fé e do chamado de Cristo, ouvir a voz do Pai. Só é possível enfretamento de situações difícies num contexto social quando a nossa vida é centrada na vontade de Deus através de um relacionamento que vai além de rituais semanais. Relacionamento esse que expressa Sua glória e Seu reino na demonstração da simplicidade, do contentamento e da partilhar para que apenas um seja visto e glorificado, Mt 5.16. Poucos aceitam os desafios do texto, pois estes nos fazem abrir mão de nós mesmos e viver no anonimato.
Postado em 11/08/2009 às 10:44:08
 
Florindo Fontana Rodrigues De Castro | São Jose Dos Campos - SP #2
Ser jovem cristão em um mundo tão secularizado e pluralista não é nada fácil, mas JESUS não disse que seria.
Viver uma vida totalmente dedicada a ELE, acima das circusntâncias e com valores cristãos latentes em nossos corações, é nosso desafio diário.
Esse texto me fez pensar que como jovem cristão eu preciso viver mais e melhor o reino de DEUS. Parabéns pelo artigo Rogério. DEUS te abençõe!
Postado em 08/09/2009 às 09:52:45
 
 
 
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