terça-feira, 09.fevereiro.2010
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Capa — O sucesso de Edir Macedo e a pergunta que fica no ar
Duas atitudes inacreditáveis: a pregação interesseira e a magnanimidade de Paulo
   Nesta matéria:
O sucesso de Edir Macedo e a pergunta que fica no ar
As boas novas de Edir Macedo e da teologia da prosperidade
Duas atitudes inacreditáveis: a pregação interesseira e a magnanimidade de Paulo
O que Edir Macedo diz e o que a Bíblia diz sobre riqueza e pobreza
O que Edir Macedo diz e o que a Bíblia diz sobre os dízimos e ofertas
O que Edir Macedo diz e o que a Bíblia diz sobre o aborto
Hananias, o mago da prosperidade
O que Edir Macedo diz e o que a Bíblia diz sobre cura
Desde o início, desde Paulo, desde a metade do primeiro século até hoje, o início do século 21, alguns cristãos pregam a Cristo não “por motivo puro”, “não por reta intenção”, “não por honestidade ou sinceridade”, mas “por ambição egoísta”, “por briga”, “por discórdia”, “por espírito de competição”, “por interesse pessoal”, “por intriga”, “por inveja”, “por partidarismo”, “por polêmica”, “por porfia” ou “por rivalidade”. Fazem assim porque “são ciumentos e briguentos”. Tudo isso está na Epístola de Paulo aos Filipenses (1.15-17). 

Mais inacreditável ainda é que o rigoroso apóstolo mostra-se extremamente longânimo diante de tamanho absurdo: “Isso não tem importância. O que importa é que Cristo está sendo anunciado, seja por maus ou por bons motivos. Por isso estou alegre e vou continuar assim” (Fp 1.8, NTLH). 

Esta passagem bíblica, que merece todo respeito, parece proibir o que Ultimato está fazendo na matéria de capa desta edição. Já que à porta de cada catedral, templo ou sala alugada da IURD anuncia-se a Cristo por meio da expressão “Jesus Cristo é o Senhor”, retirada da mesma Epístola de Paulo aos Filipenses (2.11), a revista não deveria criticar Edir Macedo nem qualquer outro pregador da teologia da prosperidade. 

Não é bem assim. Paulo não ficaria quieto nem manso diante do “evangelho da saúde e da prosperidade” (um dos nomes da teologia da prosperidade). O que estava em jogo no caso mencionado por Paulo é a falta de intenção pura da parte daqueles evangelistas que pregavam a Cristo por interesse pessoal. O que está em jogo no caso dos pregadores da teologia da prosperidade é que eles pregam um evangelho diferente daquele que os primeiros cristãos ouviram e aceitaram. Nesse terreno, Paulo é indobrável: “Se alguém, mesmo que sejamos nós ou um anjo do céu, anunciar a vocês um evangelho diferente daquele que temos anunciado, que seja amaldiçoado!” (Gl 1.8). 

De sobra, além de pregar o evangelho original, os “ganhadores de almas” de qualquer denominação histórica e pentecostal deveriam descobrir a sua verdadeira motivação e experimentar uma mudança radical, caso estejam pregando por espírito de competição, de rivalidade, de intriga, de partidarismo! Deus será grandemente glorificado depois desse acontecimento!
 
Opinião do leitordeixe seu comentário
 
Antonio C.s.pinto | São José Dos Campos - SP #1
Realmente, o evangelho de hoje está diferente do qual foi pregado no primeiro século. Escolhi para minha vida espiritual, o exemplo dos crentes de Beréia (At 17:11), entendo que essa deveria ser a postura de todos os cristãos, os que querem ser assim chamados, pois até outros nomes estão aceitando, os quais eu nunca achei no evangelho. Vejo com temor a conduta desta geração de crentes, da mesma forma que Jesus fala da vida eterna, também fala que eterno é o fogo para aqueles que praticam a iniquidade. Está na hora deste povo buscar para sua alma "alimento sólido". A graça e a paz do Senhor.
Postado em 13/08/2008 às 16:41:44
 
 
 
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