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Data: 02/10/2009 às 00:16:11 Visualizações: 224
Marcianos, venusianos e a Igreja
Em Efésios 2:19, Paulo nos lembra de uma verdade que nunca deve ser esquecida: somos membros da família de Deus. João também nos lembra disso, quando declara que a todos os que receberam a Jesus lhes foi dado o poder de se tornarem filhos de Deus (João 1:12).

Já em Gênesis encontramos indícios de que Deus, com a criação do homem, pretendia formar uma família que expressasse Seu caráter, para o louvor da Sua glória. Criou o homem à Sua imagem e semelhança (Gênesis 1:26). E, como Ele não criou ninguém para a solidão (Salmo 68:6; Provérbios 18:1), fez homem e mulher (Gênesis 1:27), e deu a ordem para que se multiplicassem e enchessem a Terra.

Sabemos que o homem se desviou desse propósito. O fato do primeiro homicídio ter sido cometido entre irmãos é emblemático e demonstra, com toda clareza, como o pecado interferiu no propósito de Deus em formar uma família. Em vez de filhos de Deus, os homens se tornaram filhos da ira e da desobediência (Efésios 2:3, 4) e filhos do inferno (Mateus 23:15), merecedores da morte e do castigo (Romanos 6:23). A terra se encheu de maldade, violência, perversidade. “Não há um justo, nenhum sequer” (Romanos 3:10).

Contudo, diante de tudo isso, Deus não desistiu da raça humana. Ele não partiu para um plano B. O pecado do homem, por mais terrível que seja, não é suficiente para fazer com que Deus desista do Seu propósito com o homem e partisse para criar os marcianos ou os venusianos, e começasse um novo propósito com eles. O propósito de Deus com o homem manteve-se de pé. Por isso, desde o início providenciou um retorno para o homem, através de Jesus: caminho, verdade e vida.

Portanto, todos os que passam por esse Caminho, estão retornando ao propósito. Ao se arrependerem, deixam o estado de rebelião e se rendem ao Reino que já é chegado: o Reino de Deus.

A Igreja, não como instituição, mas enquanto comunidade daqueles que, por meio de Jesus, se tornaram filhos de Deus, nada mais é do que o propósito de Deus resgatado e no caminho de sua completa realização. É a humanidade redimida, regenerada, que descobre o que é ser humano de verdade, pois a verdadeira humanidade consiste em expressar a imagem do Criador. A Igreja é a concretização do que Deus queria com a humanidade desde o princípio.

A Igreja está a caminho desse propósito. Jesus disse que a edificaria, e isso quer dizer que a obra ainda não está completa. Paulo disse que estava trabalhando para apresentar a Igreja uma virgem pura a Cristo (2 Coríntios 11:2) e todo homem perfeito em Cristo Jesus (Colossenses 1:27,28)

Ao pensar sobre a Igreja (e não as igrejas-instituições), vejo que dentre as coisas que existem sobre a Terra, ela é o que existe de mais precioso. Afinal, ela é a família do Pai, e por isso não pode ser tocada pelo maligno (I João 5:18) e nem é vencida pelo mundo (I João 5:4). Do Filho, ela é o Corpo. Portanto, existe uma união tão grande entre Cristo e a Igreja, que Paulo, quando perseguia a Igreja, estava perseguindo o próprio Senhor (Atos 9:4). Receber a Igreja em sua casa, é receber o próprio Senhor (”Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” – Mateus 18:20). A Igreja também é a noiva de Cristo, e Ele é o principal interessado em guardar a honra e a dignidade de sua noiva.

Do Espírito Santo, a Igreja é Templo, Santuário construído por pedras vivas que somos nós (1 Pedro 2:4). Portanto, ao lidarmos com a Igreja, deveríamos, com temor, nos lembrar das palavras de Paulo: “Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (1 Coríntios 3:17).

Poderia dedicar esses espaço para falar muitas outras coisas sobre a Igreja. Contudo, o que já vimos já é suficiente para me fazer enxergar que, mesmo diante de decepções e frustrações em relação às igrejas-instituições, e ainda que eu encontre problemas no meio da verdadeira Igreja (família de Deus), ainda assim ela é a coisa mais preciosa que eu poderia encontrar sobre a Terra, e por ela vale a pena gastar e se deixar gastar (I Coríntios 12:15). Por causa dos filhos de Deus, vale a pena suportar tudo (II Timóteo 2:10), pois um dia, o Senhor Jesus receberá sua noiva gloriosa.

Enquanto Deus não criar marcianos, é pela Igreja, a humanidade redimida, que tenho que lutar.

Publicado originalmente no blog andersonpaz.wordpress.com
Por: Anderson E Souza Paz
Curitiba - PR
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144 páginas

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